A (in)tolerância religiosa

hands-1445472_640Na época dos tribunais de inquisição medievais, a Igreja Católica, a pretexto de eliminar os supostos hereges e feiticeiros, condenava os assim considerados à fogueira. Pessoas foram queimadas vivas publicamente apenas por expressarem um pensamento diferente daquele desejado pela instituição. Sem entrar no mérito, tais atos foram cometidos em uma época obscura da humanidade e pertencem a um capítulo da história que ninguém quer lembrar. Pois bem, há alguns dias, na Nicarágua, uma mulher foi lançada em uma fogueira com os pés e mãos amarrados a pretexto de expulsar o demônio que a estava possuindo. Uma suposta revelação divina fez com que a nicaraguense fosse atirada às chamas em pleno ano de 2017 pelo pastor da igreja evangélica a qual a jovem frequentava. Esse episódio triste revela o quão atrasados estamos no quesito humanidade. Somos, em essência, iguais ao homem de 1200, apenas um pouco melhor vestidos. Ao ter conhecimento de uma notícia tão tenebrosa quanto essa, percebo que não evoluímos nada nos últimos 800 anos. Estamos vivendo tempos de fundamentalismo religioso e de intolerância à fé alheia. Mesmo quem não tem fé alguma é criticado, difamado e atacado. Ou seja: atrocidades continuam sendo cometidas em nome de Deus. Atentados terroristas de cunho religioso amedrontam nações inteiras, as quais vão se fechando para o mundo. A tal ponto de etnias serem proibidas de ingressar em países por causa da sua religião dominante. A paz entre as nações é uma utopia cada dia mais distante e atrevo-me a dizer que caminhamos para mais uma guerra de proporções mundiais. Lamentavelmente, enquanto não houver respeito ao outro não haverá paz entre as nações. Não haverá paz entre as pessoas. A história nos mostra que todo ato de crueldade está, na verdade, a acobertar grandes fraquezas do ser humano. Assim, precisamos mudar as atitudes opressoras. E a mudança, amigo, deve começar por você, nas suas relações pessoais. Comece respeitando o pensamento diferente de um filho ou irmão, a escolha de um cunhado. Não julgue, não emita opinião depreciativa, não critique. Simplesmente aceite. O respeito é como jogar cinzas ao vento: espalha, contamina, voa longe… Respeite para ser respeitado. Não acredite tão cegamente naquilo que você pensa, pois nem tudo é verdadeiro. Então faça sua parte: atire respeito no ventilador! Seja um ser humano diferenciado, um ser humano realmente HUMANO. Mostre ao mundo que existe espaço para as diferenças. Afinal, são as diferenças que dão graça à vida. Não tenha vergonha de expor a sua fé (ou mesmo a falta dela). Agarre-se àquilo em que acredita. Defenda suas ideias. Mas não subestime o outro que não pensa como você. Seja tolerante e viverá bem. Traga luz para esses tempos escuros!

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