O preconceito surge na infância

baking-1951256_640Em que momento de nossas vidas nos tornamos preconceituosos? Você já parou para pensar sobre isso? Ontem observava de longe a conversa entre meu filho de três anos e um menino aparentemente da mesma idade em uma loja de artigos infantis. Ambos mexiam nos brinquedos da loja quando, em certo momento, o garotinho perguntou: “mas você é menino ou menina? Eu acho que você é menina… Você está brincando de cozinhar!” Aquela pergunta, vinda de uma criança tão pequena, me chocou. Vem cá: quem disse para ele que homens não cozinham? Aí me dei conta de que não foi exatamente isso que lhe ensinaram, mas algo ainda mais preconceituoso: que atividade doméstica é diversão de meninas, é coisa de mulher! E que menino tem que brincar de tiro, porrada e bomba! Ora… Se você acompanha as redes sociais já deve ter percebido o quão preconceituosos somos e estamos. Em plena modernidade, em que a informação está a um clique de qualquer pessoa, passamos a nossos filhos conceitos inadequados, ultrapassados e de exclusão. Teimamos em incutir na mente de seres em formação o preconceito, esse veneno que adoece a sociedade. Sim, o preconceito. Contra tudo e contra todos, mas sobretudo contra as mulheres e contra o trabalho doméstico. Como se cuidar do lar fosse uma atividade inferior relegada a seres igualmente inferiores (nós, mulheres). E assim os meninos vão perdendo a sensibilidade enquanto crescem. Afinal, homem que é homem… não chora! Que mentira! Que bobagem… Quem disse??? Querem saber, meu filho brinca de cozinhar SIM. De mentirinha e de verdade também. Deixo e incentivo que mexa nos alimentos, que se interesse pelos afazeres domésticos. Explico que ele deve sempre respeitar quem está em casa trabalhando em troca de um salário inexistente, por simples devoção e amor à família. Me preocupo com o que ensino para ele. Tomo muito cuidado para não transmitir o preconceito que um dia tive e do qual me liberto diariamente. No fundo, todos nós temos alguma dose de preconceito ferindo nossos corações. É preciso, antes de mais nada, querer flexibilizar a mente para excluir tudo aquilo que não acrescenta. Deseja um mundo melhor para seus filhos? Então comece por você, vigiando seus pensamentos. Não rotule as pessoas na frente dos pequenos. Lembre-se de que eles aprendem pelo exemplo mais do que por qualquer outro método. Relaxe! Deixe seu filho ser criança… Deixe ele sonhar que pode ser o que quiser! Preocupe-se apenas com o principal: o respeito. Se seu filho entender que deve respeitar os seres humanos pelo simples fato de serem humanos, que deve respeitar a natureza e toda a forma de vida… Ah, meu amigo, você estará de parabéns! Aquele mundo melhor que você desejava pra ele, lembra? Pois é… Você conseguiu!

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Um comentário sobre “O preconceito surge na infância

  1. O preconceito vem incutido na mente infantil através do exemplo e transmissão dos pais, que apontam os filhos para a dualidade macho e fêmea. Tudo no mundo e na vida vem estampado e demonstrado pelas diferenças, que somente comprovam a existência dos iguais. Ora, se somos feitos da mesma matéria qual a razão de não podermos realizar trabalhos e tarefas iguais, pouco importando os gêneros que NÃO SÃO IGUAIS! E daí que não o sejam. A diferença reside justamente na luz criativa do universo, o que não significa não possam ser iguais. A diferença é a própria igualdade, o que exclui definitivamente qualquer preconceito, que deve ser de todo expurgado. Esse mundo precisa mesmo é de maciça educação, para que se possa alterar paradigmas equivocadamente postos na condição humana. Tenho certeza no futuro melhor da humanidade, na evolução do ser humano (não do homem na condição de prevalência), para o atingimento da igualdade, não de gêneros (a meu juízo visão equivocada da teoria francesa sobre a questão), mas de espíritos evolutivos. É isso.

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