Meus dias incríveis em Toronto

20181030_153805Boa tarde moçada! Hoje é sexta e faz um bom tempo que não venho aqui escrever. Pois é… a correria da vida me pegou, mas hoje tirei um tempo para estar aqui com vocês. Vou falar dos dias incríveis que vivi no Canadá, em Toronto, de onde retornei no dia 04/11/2018. Bem, vou começar confessando que sempre quis fazer um intercâmbio. E para ser bem sincera, eu já tinha até desistido. Afinal, a vida passou e eu, aqui, estou com 42 primaveras. Mas, de repente, quando eu menos esperava, a vida deu uma bela de uma volta e me levou para duas semanas nessa incrível e fria cidade. Gente, Toronto é simplesmente incrível! Conheci pessoas de várias partes do mundo, estudei inglês, me perdi no metrô, me hospedei em casa de família e tomei muito café no Tim Hortons (rede canadense de cafeterias). Sim, foi uma experiência curta, porém completa! O que eu tenho para contar hoje para vocês não é sobre os pontos turísticos da cidade, mas sobre algumas das minha vivência nesse lugar maravilhoso, que mudou o meu jeito de ver as coisas e de pensar o mundo. Acho que posso resumir essa experiência como uma grande oportunidade que eu tive na vida. Daquelas que você se torna eternamente grata por ter vivido. Sem exageros, esses dias mudaram a minha existência. No lado pessoal, eu estava enfrentando muitos problemas quando embarquei rumo às terras geladas de Toronto. Posso dizer que embarquei em meio ao caos. Deixei no Brasil meu filho de 5 anos com o pai e fui, sozinha, com a coragem que Deus me deu. A única certeza que eu tinha era que precisava ir. Chegando lá, a minha primeira descoberta foi que eu não sei falar inglês. Logo de cara eu percebi que tenho muito para aprender. O meu inglês avançado de cursinho no Brasil me fez sentir atrapalhada em muitos momentos. Pensam que fiquei chateada? Nunca, jamais! Eu estava vivendo um grande sonho, ali naquele lugar. E mesmo caindo na real sobre os meus conhecimentos (limitados) do idioma, eu não me importei: falava do jeito que dava! A impressão que eu tinha era que o meu cérebro ia parar em algum momento… Gente, é 24 horas de inglês por dia! A cabeça dá um nó! Mas é um nó gostoso! rsrsrs… No fim das contas tudo deu certo e eu consegui me comunicar bem em todos os lugares que eu fui. Voltei para o Brasil um pouco mais “avançada” do que antes no inglês. Mas além da imersão no inglês, um hábito que eu trouxe de lá foi atravessar a rua sempre na faixa de pedestres. Nós, brasileiros, estamos acostumados a atravessar a rua em qualquer lugar. E eu fiz isso lá no Canadá. Até descobrir que cruzar fora da faixa configura infração à lei. É isso mesmo! E se o guarda vir… Prepare-se: ele vai atrás de você e aplica uma multa de 30 dólares canadenses. É mole? É… Eles são bastante organizados e levam a vida bem diferente da gente. Nós somos expansivos, damos jeito prá tudo, somos criativos. O canadenses são bem mais reservados, se recolhem cedo para casa. E, detalhe: é proibido beber nas ruas, praças, etc. Apenas é permitido beber em locais apropriados (bares, restaurantes ou em casa) e se você tiver 19 anos ou mais. Nos bares, se você tiver 18 anos, não permitem que você beba, mesmo que esteja acompanhado de seus pais. Curioso não é? Pois é… essa troca cultural fez a minha experiência muito mais rica do que uma mera viagem de turismo. Não que eu não goste de turistar… Eu amo! Mas passar esses dias em Toronto me fez voltar ao Brasil um pouco canadense. Se eu recomendo a experiência de viver um intercâmbio? Com certeza absoluta! Para pessoas de todas as tribos e idades! Se você está em dúvida sobre fazer ou não… Vá, se jogue, se atire! Você voltará renovado e com dois corações. E quanto a mim, eu carregarei para sempre na minha alma as memórias e aprendizados incríveis dos dias lindos que vivi em Toronto. Assim, dou minha palavra: pode ir, sem medo de errar. Eu aposto que você não vai se arrepender!

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Respeite suas emoções

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Respeite suas emoções. Você não precisa sorrir todos os dias, o tempo todo. Tudo bem ficar introspectivo de vez em quando. É normal querer se isolar numa ilha! E é normal, do mesmo modo, querer socializar. Seja gentil consigo mesmo e respeite-se. Você não deixa de amar as pessoas por querer ficar só. Às vezes é preciso. O importante é você se sentir bem. Ficar a sós consigo mesmo também é um ato de amor… Um ato de amor próprio! 💕

Esqueço tudo o que dói

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Eu sou um espírito livre preso em um corpo que dói. Dói todos os dias, mesmo estando o lúpus em remissão. Às vezes, não poder se jogar na vida como antes é frustrante. Mas aprendi a reconhecer e a respeitar os meus limites. E a vida tem sido generosa comigo! Eu devolvo: voltei a trabalhar, a estudar, estou dando aulas! Como alimentos naturais, integrais e orgânicos. Bebo água! E não consumo doces. Faço exercícios 3x por semana. Cuido da casa e da família. Viajo, passeio. Sonho, faço planos e realizo. Aproveito todas as oportunidades que o universo me dá e agradeço. Eu me permito ser FELIZ! Porque meu espírito, aqui dentro, é livre e quer voar. E eu deixo! Permito que alce o mais alto dos voos. E sabem o porquê? É que quando ele voa eu esqueço tudo o que dói, inclusive o corpo! 💕

Frida-se! Um post para as mulheres sobre amor e liberdade.

Amar é dar às pessoas a liberdade de escolher quem desejam ser e onde querem estar. Amar é deixar que elas façam parte da nossa vida por vontade própria.”

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Li essa frase no Facebook e fiquei mexida. Revirei a internet para saber a autoria, porém não descobri. Mas o certo é que eu gostaria muito de tê-la escrito. Mas afinal, o que é o amor? Em que momento de nossas vidas passamos a confundir esse sentimento tão nobre que é o amor com o sentimento de posse sobre o outro? Fiquei pensando sobre o assunto por muitos dias… E as conclusões a que cheguei? Bem… Vou contar tudo para vocês nesse post!

Vou começar falando sobre a pintora mexicana ícone da liberdade feminina, Frida Kahlo. Como é sabido, Frida teve muitos casos amorosos ao longo da vida, com homens e mulheres. No entanto, seu grande amor era o pintor também mexicano Diego Rivera, ou como ela gostava de se referir: o MEU Diego. Notem aqui um claro sentimento de posse sobre Diego, em contrassenso ao comportamento ultra liberal da artista. Mesmo ela, sendo quem era, sentia-se um pouco dona do SEU Diego. Mas por que isso acontece? Por que nós, humanos, teimamos em exercer o sentimento de posse sobre aqueles que amamos? Simples: porque somos egoístas e não percebemos que a caminhada de cada um é única. Ora, minha gente, somos seres individuais e devemos nos unir a outra pessoa por opção, mantendo sempre a nossa individualidade e, também, respeitando o espaço do outro. A ideia de que o amor nos faz um ser único é romântica. Não nos tornamos um só! O amor verdadeiro liberta. Não aprisiona, não é simbiose. Continuamos sendo dois, caminhando lado a lado. Mas por que, então, surge o sentimento de MEU e SEU nas relações de amor? Seria o amor uma mistura de posse e liberdade? Amigas, eis um paradoxo para nós humanos! E percebam: nem Frida conseguiu escapar dele… Com muita sensibilidade, ao vivenciar a contradição do amor com seu Diego, Frida escreveu um poema lindo intitulado Mereces un Amor. Esse poema maravilhoso e atemporal encoraja as mulheres a assumirem sua verdadeira identidade no amor, acima de qualquer padrão que a sociedade ou alguém possa impor. Esse poema empodera as mulheres, incitando-as a se aceitarem, a se amarem e a serem quem elas desejam realmente ser. Todas nós merecemos ser amadas por aquilo que somos e do jeito que somos, sem qualquer modificação para agradar. Quem entrar em nossas vidas, deve ficar por opção, aceitando-nos do nosso jeito. Todas nós merecemos um amor que nos respeite, que respeite a nossa liberdade, que nos apoie em nossas loucuras. Junto de cada uma de nós há de estar alguém que orgulhe-se de quem somos sem julgamentos dos nossos defeitos, sem freios aos nossos sonhos… Enfim, alguém que nos receba e nos acolha, sem impor pré-requisitos ao amor.

Vamos ler o poema, em tradução livre?

Você merece um amor que a ame quando você estiver despenteada, aceitando as razões que a fazem acordar rapidamente, e os medos que não permitem que você durma.

Você merece um amor que faça com que você se sinta segura. Que a ajude a conquistar o mundo ao pegar em sua mão, que sinta que seus abraços se encaixam perfeitamente com sua pele.

Você merece um amor que deseje estar ao seu lado, visitar o paraíso apenas olhando seus olhos, e que nunca fique entediado lendo suas expressões.

Você merece um amor que a ouça cantar, que apoie todas as suas loucuras, que respeita sua liberdade e que a acompanhe em seu voo, que não a deixe cair.

Você merece um amor que afaste as mentiras. E que traga sonhos, café, poesia.

Estão boquiabertas? Gente, essa é a mais linda e perfeita definição de amor que eu já ouvi. De tudo isso, lhes digo: valorizem-se. Amem antes de mais nada a si. Sejam essencialmente vocês. Não mudem para agradar quem quer que seja. Preocupem-se em amar seus corpos, suas mentes, seus valores, suas essências. Não tenham medo de ser aquilo que vieram ao mundo para ser. Nunca se subjuguem para merecer o amor de alguém. Ofereçam aquilo que são e jamais precisarão fingir. E quando o amor bater em suas portas, não temam, se entreguem. Mas lembrem-se: mantenham sempre a individualidade. Todas nós merecemos um amor maduro, um amor verdadeiro, um amor que nos respeite. É o que eu sinceramente desejo a todas as mulheres de todos os tempos. Como lindamente cantou Frejat: desejo que você tenha a quem amar, e quando estiver bem cansada, ainda exista amor (verdadeiro) prá recomeçar.

Deixa

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Deixa falar

Deixa rir ou chorar

Deixa amar

Deixa apaixonar e depois desencantar

Deixa partir e de repente voltar

Deixa!

Deixa entregar

Deixa sentir

Deixa tocar ou apenas olhar

Mas deixa! Deixa rolar

Rolar a dor, o amor, o que for

O importante é deixar

Deixar a vida acontecer

Do jeito que tiver que ser

O que o destino escrever

Deixa simplesmente correr…

 

A toada do silêncio

Acabei de retornar de uma linda viagem por Buenos Aires. O mais incrível dessa experiência não foi o destino em si, mas o fato de passar 4 dias em um país desconhecido apenas com a minha própria companhia. Isso mesmo, eu embarquei sozinha nessa aventura. Apenas eu e o meu silêncio. E é sobre isso que vou falar hoje: o som do silêncio. Bem, quando me propus a viajar desacompanhada, sabia que teria que sair da zona de conforto. Sabia que estaria sem nenhuma alma conhecida por perto para me socorrer, nem que fosse para matar uma barata! Mas não contava com a chegada de um intruso um tanto inconveniente: o silêncio. Gente, como o silêncio pode ser… desconfortável. Sim! Pense na seguinte situação: imagine um belíssimo e romântico espetáculo de dança. Um jantar à luz de velas, vinho em lindas taças. Em uma mesa, um casal apaixonado divide o momento trocando olhares e gestos. Conversam baixo em um idioma desconhecido. Mas isso não importa, que seus corpos falam. O momento fala por eles. O clima! Não precisam de palavras para dizer. A arte de compreender aquilo que não é verbalizado se faz presente na mesa daqueles doisPois é, minha gente, saibam que isso realmente aconteceu comigo. Fui assistir a um espetáculo de tango e antes da apresentação foi servido um jantar elegante. As mesas eram para duas pessoas, e eu fui acomodada sozinha.

Jantar

Na minha frente havia apenas uma cadeira vazia. Triste situação, podem pensar… Não! Desafiadora situação, isso sim! De início, eu apenas observei o comportamento das pessoas. Enquanto grupos riam e casais se amavam, eu, solitária, olhava tudo com curiosidade. Mas de repente, o burburinho do ambiente começou a ficar longe, distante. E o que passou a sobressair aos meus ouvidos foi a minha voz interior, que começou a falar cada vez mais alto. Percebi que ali naquele teatro cheio de gente, estava apenas eu, o vinho e o meu vazio. Eu estava só na multidão. E sem ouvir fisicamente a minha voz, concluí que estava escutando o som do meu próprio silêncio. E passei a divagar: ah… como é perspicaz o silêncio. Som mudo e sagaz, perito em revelar-nos a nós próprios! Não há segredos quando estamos a sós. Sem piedade, o silêncio nos expõe. Ele chega de repente e impacta: tira a nossa roupa, desvenda nossos mistérios. Não há onde dele se esconder. Quando na quietude dos nossos pensamentos, estamos nus. Pois é no vácuo que existimos. É na calmaria da consciência que nos revelamos. É lá, no remanso da alma, que está o nosso autêntico eu… e é apenas na solidão que podemos ser totalmente libertos. Livres! E foi então que despertei daqueles momentos de puro devaneio e uma sensação incrível de liberdade invadiu meu interior. Respirei fundo, abri asas e voei! Ali, naquele momento solitário, me permiti ser quem eu sou, simplesmente eu. Aceitei meu silêncio. Acolhi minhas dores e amores com carinho e fiquei bem. Com uma taça de malbec na mão, me recostei ainda mais na cadeira. Afinal, a paz se fazia presente naquela toada silenciosa que nada falava mas que tudo dizia. E assim curti o show muito bem curtido: de mãos dadas com todos os meus eus.

Primeira vez em hostel

20180430_110430Bom dia pessoal! Estou aproveitando os últimos momentos em Buenos Aires para escrever aquele prometido post diretamente da capital portenha e contar rapidamente como foi a minha experiência aqui. Prometo dar maiores detalhes assim que chegar no Brasil. Bem, essa foi a minha primeira experiência sozinha no exterior e também a minha primeira estadia em um hostel. Bem… essa viagem pode ser resumida em uma frase: sair da zona de conforto. Aliás, esse era o objetivo da coisa toda e foi atingido! Vou contar tudo para vocês… Bem, nesse post vou falar sobre como foi ficar em um hostel. Vamos lá: a localização do America del Sur Hostel é no bairro San Telmo. Esse bairro é antigo e de vida noturna agitada. Há muitos bares alternativos e restaurantes antigos por aqui. Aos domingos, uma tradicional feira de antiguidades acontece nas redondezas. Quem conhece Porto Alegre pode ter como referência o bairro Cidade Baixa. É a mesma vibe! Mas voltando ao hostel, ficar em um significa compartilhar. Compartilhar espaço, experiências, momentos. Você precisa ser flexível e tolerante pois vai encontrar todo tipo de gente no seu caminho. Inclusive gente folgada! Hehehe… Mas de modo geral, a maioria colabora, cuidando da limpeza das áreas de convívio e também da cozinha.

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A geladeira… é o caos! Todo tipo de comida vai parar dentro dela. Eu coloquei meus alimentos dentro de uma sacola fechada com meu nome e… pasmem: deu tudo certo! Apesar da bagunça da geladeira, há respeito por parte dos hóspedes. A coisa funciona mesmo! As pessoas não são invasivas e respeitam o espaço e os pertences do outro. Apesar da diversidade de idiomas, todo mundo se entende. Aliás, esse é um outro ponto interessante de ficar em um hostel: é uma Torre de Babel! Você vai escutar várias línguas. E isso é simplesmente incrível!!! É nesse momento que você se dá conta de quão pequeno é. Você entende que esse mundo é grande e cheio de gente interessante para conhecer. E esse é o bacana de viajar: mais do que conhecer lugares maravilhosos é conhecer outras culturas. Isso é bárbaro! E em um hostel você percebe muito melhor as diferenças culturais entre as pessoas. Se você gosta de turismo tradicional, recomendo que se hospede em um hotel. Mas se você curte o intercâmbio de culturas, então fique em um hostel. Tudo depende do seu objetivo. Respeite seu jeito de ser e tudo vai dar certo! Eu queria sair da zona de conforto, queria uma experiência intercultural e acertei na escolha! Gente de todas as tribos, idades e lugares transitam por albergues e você é apenas mais um ser esquisito no meio da turma! Adorei a experiência. Foi muito rica! Proporcionou enorme aprendizado e, principalmente, autoconhecimento. Se eu ficaria novamente em um hostel? Certamente! Para se dar bem nesse lugar há apenas um requisito: disposição do viajante em compartilhar! E aí, topa? Então #partiu! Booora viajar!

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No próximo post vou falar da experiência de estar sozinha no exterior pela primeira vez. Não percam!

Mais uma primeira vez!

buenos-aires-508790_960_720Amigos, está chegando a hora e eu estou ansiosa. O dia da minha primeira viagem internacional sozinha está quase aí. É… 2018 está sendo um ano de muitas primeiras vezes! A primeira tattoo, a primeira balada solo e agora a primeira viagem internacional totalmente independente e desacompanhada. Já andei sem parceria pelo Rio e por Sampa. Foram experiências breves no nosso Brasil, porém intensas e especiais. E agora chegou a hora de ir à capital portenha: Buenos Aires. Mas… por que tanta empolgação para fazer uma viagem onde a única companhia serei eu mesma? Então vamos falar sobre isso hoje: os necessários momentos consigo mesmo. Ora… ficar sozinho por alguns instantes é sabidamente um hábito saudável. Todas as pessoas deveriam tirar uns minutos do seu dia para ficar a sós com seus pensamentos. Mas muita gente não quer nem ouvir falar disso. Têm verdadeiro pavor da solidão. É claro que existe uma grande diferença entre ficar sozinho por que se quer e ser sozinho. Ser solitário é realmente algo triste! Mas a solidão, quando opcional, pode ser muito produtiva. Já ouviram falar no Ócio Criativo, obra do escritor italiano Domenico De Masi? Pois é: estar sozinho, apenas com o ruído dos próprios pensamentos, é um exercício incrível de autoconhecimento. É um estímulo à criatividade do pensador! E quem já teve a oportunidade de viajar só compreende que esse é o tipo de experiência que pode proporcionar vários aprendizados. E sabem por que? Porque numa trip dessas, meu amigo, você terá que se virar. Se virar!!! Teremos que falar outro idioma, que muitas vezes não dominamos. Ou, então, falar aquele inglês macarrônico e truncado que, infelizmente, muitos de nós, brasileiros, têm de base. Vamos ter que arrastar malas por ruas desconhecidas, pegar metrôs sem saber ao certo para que lado estamos indo e aquela que na minha opinião é mais tensa de todas as situações: pedir informações aos locais! Tudo isso, minha gente, joga na nossa circulação uma boa dose de adrenalina. Gera desconforto e pressão. E sabem o que há de fantástico nisso? É que em meio a tanto nervosismo e improviso a mágica acontece: A GENTE CONSEGUE! A gente chega, vai, anda, come. Nunca li em qualquer mídia a notícia de que algum turista teria morrido à míngua por não conseguir se comunicar. Na hora do aperto, a gente fala por gestos, por expressões corporais, por mímica e se bobear até desenha! Dá-se um jeito. Todo esse rebuliço nos tira da zona de conforto e é justamente aí que está o grande ganho dessa experiência: o incômodo. Aquele mal estar nascido da necessidade de agir. E depois que os momentos tensos passam e você conseguiu atingir seus objetivos… Uau, vem aquela sensação boa de EU POSSO. Um sentimento gostoso de conquista, de vitória, de estar de bem consigo mesmo. Na verdade, numa viagem dessas, a gente está o tempo todo conhecendo nossos limites, testando nossas aptidões e desafiando a nossa capacidade de agir. E isso é maravilhoso! Quem já viajou sozinho sabe: a gente volta diferente. A gente volta sempre se conhecendo melhor, mais maduro e mais seguro. Porque viajar a sós com seus botões, pessoal, é isso: é mais que turismo, é uma verdadeira imersão no autoconhecimento. Por isso, eu estou contando os segundos para partir. Venha logo Buenos Aires! Te quiero y me quiero. Estou pronta para dançar um tango comigo mesma!

Efeito tattoo

 

29094466_416583368754179_4879386068652130304_n(1)Quero falar sobre a minha tatuagem. Isso mesmo! A minha única tattoo, feita aos 41 anos. Mas não sobre o desenho em si (que é lindoooo e está aí na imagem do post), mas sobre o impacto emocional que uma intervenção no corpo pode causar. Pois bem, marcar a pele com um belo riscado era um desejo antigo, que nasceu na adolescência. Mas, por razões que não sei explicar exatamente quais são (ou, talvez, não queira pensar sobre elas), eu nunca tinha feito. Pois é… mas o dia de realizar esse sonho chegou. Eu escolhi uma imagem, marquei um horário com a tatuadora e fui. Não contei a ninguém. Bem… a quase ninguém! Contrariando as orientações da minha reumatologista, já que quem tem doença autoimune não deve passar por esse procedimento, deitei na maca. Nem pensei nos riscos. Eu estava ali para realizar um sonho. Não era hora para ter medo. Determinada, fiz. E deu tudo certo! Ah, eu já sabia! Saí de lá bem faceira. A partir daquele instante eu passei para o time das tatuadas do Brasil. Como era de se esperar, recebi críticas de alguns poucos mais conservadores e elogios da maioria das pessoas. Eu me senti super bem, em harmonia com meu corpo, em paz com a minha mente. Afinal, foi uma intervenção que gerou em mim uma sensação de liberdade sobre o próprio corpo, sobre a própria existência. Quem pensa que ao 41 anos está tarde para fazer o que quer que seja, sobretudo uma tattoo… Sinto dizer: está enganado. Muito enganado. Redondamente enganado! Por experimentar a sensação de realizar esse sonho, mesmo que supostamente tardio, posso dizer com absoluta certeza: é bom demais! E sempre será, em qualquer idade, em qualquer tempo, em qualquer momento da vida. Por que o que vale é o que está no coração. É nele que os nossos desejos moram. E não há limites para sonhar. Tolo é quem acha que está velho, seja para o que for! Enquanto se está nessa estrada chamada vida, dá tempo. Tempo de fazer o que quiser! Basta se permitir. Se permitir ser quem é, se permitir sonhar e realizar, sem medo da reprovação alheia, sem medo do que vão falar. Eu, que já não sou novinha, não vejo a hora de pular dentro de um biquíni bem colorido e ir para praia exibir… O que será? Meu corpitcho? Também, para quem quiser admirar. Mas principalmente: a minha tattoo, claro! Agora ela é parte de mim, embeleza minha pele assim como as próteses de silicone enchem o decote da Fulana e o botox paralisa as rugas do Beltrano. Todos nós pagamos pelas nossas intervenções. E, garanto, somos felizes dessa forma. Portanto, ame-se! Ame seu corpo. Cuide dele o melhor que puder. E decore-o a seu gosto! Vale pintar, aumentar ou diminuir! Afinal, o corpo é a morada da alma. Então, arrume a sua casa e faça as pazes com você. “Fride-se!” Aceite-se. Melhore-se. Seja livre! Seja feliz.

Quando quiser falar com Deus

universe-1044107_640Quem me conhece sabe que não sigo nenhuma religião. Entretanto, como todo o ser humano, minha natureza é inquieta. Nascemos, crescemos e morremos em busca de respostas. Não há certezas nessa vida. E quanto mais questionamos, mais em dúvida ficamos. Eu mesma já transitei por vários templos e religiões. Já li sobre crenças e doutrinas, novas e antigas. E quanto mais o tempo passa mais me aproximo da dúvida. Minha única certeza é a existência de uma força superior, que você pode chamar como quiser. Eu chamo de Deus. Mera convenção. Poderia dar outro nome. Não podemos ser tão pequenos a ponto de achar que tudo se resume à nossa vidinha insignificante. Pense na grandeza do universo e terá certeza de que algo supremo existe. Se para toda consequência há uma causa, então há de haver uma causa para a existência do universo. Uma explosão, dirão os mais cientificistas. Pode ser… Mas há de haver uma causa para esse fenômeno também. Por mais que tentemos explicar a existência do universo, nossa mente é restrita, e nem o mais esclarecido dos humanos é capaz de compreender o significado de Deus. Criamos em nossas mentes a imagem de um Deus-humano, pois dessa forma conseguimos visualizar o Criador. No entanto, nossa mente limitada é incapaz de compreendê-lo. Sequer nos aproximamos! Conhecê-lo é algo que está além da nossa capacidade cognitiva. Estive afastada do blog por um tempo em função de alguns problemas de saúde. Quando ficamos doente percebemos o quão importante é a reflexão sobre a existência de Deus e de todas as coisas. Como é bom ter saúde! Mas infelizmente estamos tão absorvidos nas picuinhas do cotidiano que dificilmente nos lembramos dela. Vivemos como se fôssemos imortais, quando na verdade a vida não passa de um sopro. Um breve e intenso sopro. Por isso, amigos, sempre há tempo de deixar de lado um pouco a matéria e voltar-se para aquilo que não podemos tocar, nem ver, nem ouvir. Mas podemos sentir. O amor de Deus, essa energia que vem não sei de onde e nos encoraja para seguir em frente nessa vida que é dura e de provações. Não há dinheiro que compre a paz de espírito. Portanto, eleve seus pensamentos. Pense positivo. Encha o peito de coragem e siga com fé. Fé é aquela certeza que temos dentro de nós e que nos diz que tudo vai acabar bem. Não é preciso ter religião para ter fé. Não é preciso ter religião para sentir a presença de Deus. Deus está em todos os lugares. Deus está dentro de cada um de nós. Somos todos um. Não se deixe embrutecer pela dureza do dia a dia. Seja grato por tudo que conquistou. Acredite na força superior que rege o universo. Quando quiser falar com Deus, faça o bem. Queira o bem. O resto vem!